quarta-feira, 2 de abril de 2014

O início

E fez-se luz.
Não. Não estou me referindo àquele momento que você saiu da barriga da sua mãe.
Digo mais ou menos do começo da vida ali, no fim daqueles dezenove pra vinte anos quando o conto de fadas passa a ser realidade. Sonhou ter 18, quis mais autonomia e independência. Ilusão? Pontos de vista. Cá exponho o meu. A dependência só muda o foco. Dependes de seu trabalho, da conquista dos seus sonhos, das suas contas (hahaha). Claro que do lixo há o luxo. Não é de todo ruim crescer. Afinal, ir atrás dos sonhos pode ser trabalhoso, mas bastante gratificante. 
É só que essa mescla de conquistas, derrotas, erros, aprendizado, fortalecimento, me entorpece a mente a respeito da validade de tudo isso. Sei lá. Tem dias que tenho uma canseira louca dessa lorota toda. Antes, era tão mais fácil poder ajudar as pessoas e seus problemas, mas cada vez isso complica e noto que os outros também não tem mais a mesma paciência em serem prestativos porque já estão fartos dos seus próprios.
Então, vem cabendo a mim, enfrentar o clichê de que nada é uma constante. A felicidade é momentânea e por mais que as coisas estejam ruins, vira e mexe sempre temos uns toques dela.
Julgam-me direto por essas minhas filosofias pessimistas, mas li uma frase recentemente que guardei daquele instante em diante: Todo mundo que a gente encontra na vida está enfrentando uma batalha que você não sabe nada a respeito. Seja gentil com todo mundo. Sempre!

Daí, como diria um amigo meu: Você está na crise dos quase 30. 
O blog me cai bem.


Escrito por: A Ême

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